Quando um produto é reprovado no Google Merchant Center, aumentar o orçamento de publicidade não resolve a causa. O problema pode estar num atributo, numa divergência com a loja ou numa condição que afeta a conta. O primeiro passo é identificar o que a Google assinalou e qual a oferta concreta que está a ser avaliada.
Este diagnóstico serve lojas PrestaShop, WooCommerce e outras plataformas que enviem catálogo. O princípio é o mesmo: fonte de dados, informação processada pelo Merchant Center e experiência de compra devem descrever a mesma oferta. Corrigir apenas uma camada pode fazer desaparecer o aviso por algum tempo e permitir que a falha volte na atualização seguinte.
1. Separar problema de produto, destino e conta
Abra o problema e registe a designação exata, os produtos afetados, o país e o destino em causa, como anúncios de Shopping ou fichas gratuitas. Uma limitação num destino não equivale necessariamente a uma reprovação em todos. Problemas de conta podem exigir revisão de informação comercial ou políticas, além de correções no ficheiro de produtos.
- Selecione uma oferta afetada e anote o seu ID estável, a variante e o URL enviado.
- Consulte o valor final processado no Merchant Center, não apenas o que aparece no módulo da loja.
- Identifique a fonte e as regras que podem alterar esse valor, incluindo fontes complementares.
- Guarde a hora da atualização e a evidência do problema para comparar depois da correção.
2. Construir uma comparação com dados observáveis
Use uma pequena matriz: ID, atributo reportado, valor na origem, valor processado, valor visível na página e valor nos dados estruturados, quando existirem. Acrescente a disponibilidade e o preço durante a compra. Escolha uma oferta por padrão de erro: promoção, combinação, produto esgotado ou mercado. A amostra ajuda a descobrir uma regra comum, sem pressupor que todos os produtos têm a mesma causa.
Faça a comparação num período próximo. Um preço observado de manhã e um ficheiro gerado na véspera podem revelar um atraso de sincronização. Se duas fontes escrevem o mesmo atributo, confirme a precedência e o ID usado para associar os registos. Reenviar o catálogo sem compreender essa ordem pode voltar a aplicar o valor errado.
3. Preço: verificar a oferta apresentada ao visitante
A Google documenta várias causas de divergência de preço: promoções dessincronizadas, variantes diferentes e informação estruturada incoerente são exemplos. Verifique moeda, preço normal, preço promocional, datas e condições aplicáveis. O produto apresentado na imagem e no título deve corresponder ao valor anunciado, incluindo personalizações obrigatórias ou quantidades mínimas quando aplicável.
Abra o URL exato enviado, numa sessão limpa e no contexto do mercado alvo. Uma página que seleciona automaticamente a versão mais barata pode não representar a variante anunciada. Confirme também se a cache conserva uma promoção terminada. Evite corrigir o problema com uma regra que mostra à Google uma oferta diferente da que está disponível aos compradores.
4. Disponibilidade: stock e possibilidade real de comprar
O atributo availability deve corresponder à disponibilidade na página e no checkout. Verifique o stock da combinação, a possibilidade de encomendar e as restrições de entrega. Um artigo visível no catálogo pode estar indisponível na variante escolhida ou não poder ser enviado para a zona configurada.
Distinga falta de stock, pré-encomenda e encomenda de produto temporariamente indisponível segundo as regras do atributo. Se aceitar pedidos nessas modalidades, a data de disponibilidade exigida tem de ser coerente e visível. Não marque todos os artigos como esgotados apenas para ocultar uma manutenção ou um problema técnico da loja: trate a situação com os mecanismos adequados ao caso.
5. GTIN: confirmar o identificador, sem o inventar
Procure o identificador correto junto do fabricante, na embalagem ou na informação do fornecedor. Confirme que pertence ao produto e à combinação anunciada; não substitua o GTIN por uma referência interna ou pelo código de uma variante semelhante. Um valor com o comprimento esperado pode continuar errado. Verifique ainda se zeros iniciais foram perdidos numa folha de cálculo.
A documentação do atributo GTIN desaconselha valores adivinhados. Não use identifier_exists=no para contornar um identificador em falta: essa indicação só corresponde a produtos que efetivamente não têm identificadores atribuídos nas condições previstas. Produção própria ou personalização não tornam automaticamente qualquer produto uma exceção.
6. Variantes: cada oferta deve chegar à seleção certa
Uma família de produtos pode partilhar uma página, mas cada variante anunciada precisa de uma identificação coerente. Confirme os atributos que a distinguem, o seu ID, a imagem, o preço, o stock e o agrupamento. Quando se aplica item_group_id, variantes do mesmo produto partilham esse grupo, mantendo ofertas distintas. Não reutilize o grupo para produtos sem essa relação.
Teste o URL da variante sem depender de uma escolha anterior guardada em cookies. A página deve apresentar a opção anunciada e conservar a seleção no percurso de compra. Um parâmetro que o módulo exporta mas o tema ignora é um indício útil: o problema está na ligação entre catálogo e página, não necessariamente na validade do preço em si.
7. Página de destino e rastreio: testar acesso e conteúdo
Verifique erros 404 e 5xx, ciclos de redirecionamento, carregamento em telemóvel e imagens inacessíveis. Analise bloqueios em robots.txt, firewall e regras geográficas com o alojamento. Uma página que abre no computador da equipa pode continuar inacessível ao rastreador. Não desative indiscriminadamente a segurança: identifique a regra concreta e valide o acesso de forma controlada.
O visitante deve encontrar a oferta sem depender de autenticação, de uma escolha geográfica inesperada ou de um ecrã que a esconde. Reveja também informação comercial, contacto e condições exigidas pelas políticas aplicáveis. A acessibilidade técnica é necessária, mas não elimina requisitos de elegibilidade do produto ou da conta.
8. Corrigir a origem e só depois pedir nova avaliação
Aplique a correção onde o valor é produzido: catálogo, integração, regra, tema ou dados estruturados. Atualize a fonte, confirme o processamento e volte à mesma matriz. Se for necessário pedir revisão, siga o procedimento apresentado para o problema e reúna evidências da alteração. Não prometa um prazo de aprovação nem repita pedidos enquanto a divergência continua presente.
Exemplo hipotético: preço correto, variante errada
Exemplo apenas ilustrativo: a oferta tem ID/referência CASACO-AZUL-L, tamanho L. No Merchant Center, o valor processado é price=79.90 EUR e availability=in_stock. O GTIN está por confirmar junto do fabricante; não se apresenta aqui um código inventado nem se presume isenção.
Ao abrir o URL, a página seleciona M, mostra 69,90 EUR e indica indisponibilidade. A comparação não é entre a mesma oferta. Primeiro confirme a seleção de L, o seu preço, moeda, stock e identificador real; depois alinhe origem, valor processado, página e dados estruturados. Alterar todos os preços no feed não corrige a pré-seleção. O cenário não descreve uma conta ou resultados da RedeShop.
Para pedir ajuda, envie o endereço da loja, a mensagem exata do problema e alguns IDs afetados, sem credenciais. A equipa RedeShop está disponível para analisar a origem dos dados, as integrações e as páginas, e apresentar um plano de correção com validação. A decisão de aprovação continua a pertencer à Google.
Fontes e documentação
- Google Merchant Center: divergências de preço
- Google Merchant Center: disponibilidade
- Google Merchant Center: GTIN
- Google Merchant Center: identifier_exists
- Google Merchant Center: identificadores incorretos
- Google Merchant Center: agrupamento de variantes
- Google Merchant Center: requisitos da página de destino
- Google Merchant Center: problemas de rastreio de produtos


